terça-feira, 29 de julho de 2008

Prédios Sustentáveis

Os prédios verdes são mais lucrativos
O arquiteto americano especializado em prédios ecologicamente corretos diz que esses lugares ajudam a aumentar a produtividade e a reduzir gastos

Por Ana Luiza Herzog
Fonte: Revista Exame - 11/04/2007

O alemão Volker Hartkopf, titular do curso de arquitetura da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, defende a tese de que o lucro será maior nas empresas instaladas em escritórios sustentáveis e que levam em conta o bem-estar dos funcionários.

EXAME:Qual a diferença entre trabalhar num prédio ecologicamente correto e num edifício comum?
Volker Hartkopf: As empresas produtivas serão aquelas que levam em conta o bem-estar dos funcionários. Não há como ser eficiente num ambiente escuro e com um ar-condicionado que vive emperrado.
Quais são os ganhos de produtividade dos funcionários nos prédios "verdes"?
Ao aumentar a ventilação nas áreas onde as pessoas circulam, a produtividade pode crescer até 15%. Nas escolas, a iluminação natural tem capacidade de aumentar em cerca de 30% a capacidade de aprendizado dos alunos.
Existem também ganhos na redução de custos?Os edifícios verdes podem gerar mais energia do que consomem. Isso representa uma enorme economia de dinheiro. Mas há um ponto mais importante. Nos Estados Unidos, os prédios convencionais consomem 70% da energia disponível no país. Nas grandes cidades da China, a necessidade adicional de energia para manter ligados os aparelhos de ar-condicionado exige que uma usina seja construída por semana. Isso não é sustentável.
Se a vantagem é tão óbvia, por que todas as empresas não migram para edifícios ecologicamente corretos?
Os projetos de edifícios verdes são mais caros. Aos poucos, porém, as companhias estão percebendo que o investimento compensa a médio e longo prazo, em termos de redução de custos e ganhos de produtividade dos funcionários.
O fenômeno do aquecimento global pode acelerar essa tendência?
Sim. Com a ameaça do aquecimento global, os prédios terão de passar por mudanças dramáticas. Para ter uma idéia, hoje são necessários diariamente cerca de 40 watts extras de energia elétrica per capita para o sistema de ar condicionado aplacar o calor que sente um executivo obrigado a vestir terno e gravata num clima quente.
Para ser um prédio ecologicamento correto, basta implantar políticas de reciclagem de lixo e sistemas como o de energia solar?
Não, esse é um universo muito mais complexo. Uma das características principais desses edifícios é sua flexibilidade de espaços internos. Os novos prédios são concebidos para facilitar o processo de reordenação dos departamentos, algo muito comum nas empresas. Participei recentemente do projeto de um edifício em Ohio, nos Estados Unidos, que foi concebido com essa preocupação. Hoje, ele chega a economizar quase 1 milhão de dólares por ano em mudanças internas. Outra característica importante dos novos edifícios é que eles permitem aos funcionários controlar a seu gosto variáveis como temperatura e luz.
Quais prédios estão mais sintonizados com esse modelo?
A unidade da IBM em Paris, na França, é exemplar. Com o uso de tecnologias simples, cada empregado pode controlar a quantidade de luz que deseja, a temperatura do ar e a altura das persianas, entre outras coisas. Resultado: os funcionários simplesmente amam trabalhar naquele prédio.

Painel temático sobre Inovações Gerenciais

ESPECIALISTAS E CASE BENCHMARKING NO PAINEL QUE DISCUTE INOVAÇÕES GERENCIAIS PARA SUSTENTABILIDADE

Em continuidade ao calendário de encontros técnicos gratuítos direcionados as práticas de sustentabilidade, divulgamos o 3º painel temático do calendário GMGA (*) com a participação de especialistas convidados e apresentação de case Benchmarking para debater o tema “Inovações Gerenciais para a Sustentabilidade” no próximo dia 28/08/2008. A participação é gratuita, as vagas limitadas por ordem de chegada das inscrições que devem ser feitas apenas pela internet na URL: http://www.maisprojetos.com.br/agenda.php?pag=painel

PAINEL TEMÁTICO 28/08/2008 – 5ª Feira – 09h00 às 12h00 - São Paulo/SP – GRATUÍTO INOVAÇÕES GERENCIAIS PARA A SUSTENTABILIDADE

As ferramentas de gestão, as inovações, os modelos gerenciais e as estratégias de negócios das empresas competitivas e sustentáveis.

Público Alvo: Profissionais QSMS - Qualidade, Saúde, Meio Ambiente e Segurança, Profissionais de RH, Assessores, Coordenadores, gerentes e Diretores atuantes em processos de Produção. Profissionais de Marketing, Projetos e Novos Negócios e demais interessados no tema.

Expositores: Ailton de Paula, Especialista em Meio Ambiente do SENAI-SP
Duvivier Guetti Junior, Gerente de Educação da FNQ - Fundação Nacional da Qualidade Dagoberto Helio Lorenzetti, Pesquisador Científico do CEAMA - Centro de Estudos de Administração e Meio Ambiente e do CES - Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-SP.

Case Benchmarking Redução de Substâncias Nocivas ao Meio Ambiente em Equipamentos de Automação e Informática, case Benchmarking 2007 apresentado por João Carlos Redondo, Gerente de Sustentabilidade da Itautec

Dados:Data e hora: 28/08 – 5ª feira – 9h00 às 12h00Local: Auditório da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social - Rua Bela Cintra, 1032 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP(esquina com Av. Paulista – sentido centro) – Térreo. Próxima a estação Consolação do.

Inscrição: http://www.maisprojetos.com.br/agenda.php?pag=painel

Empresas e práticas sustentáveis

Como ser sustentável e ainda ganhar com isso ? Essa é uma resposta que o programa Benchmarking Brasil quer responder.

O Ranking Benchmarking coloca em pratica o discurso da sustentabilidade. Profissionais e instituições com praticas sustentáveis podem inscrever seus cases pela internet até 08 de agosto.
http://www.benchmarkingbrasil.com.br/
O Programa Benchmarking há 06 anos seleciona e apresenta o Ranking dos melhores da gestão socioambiental brasileira, instituições e gestores reconhecidos como detentores de praticas de excelência, referencias e exemplos a seguir. O prazo para inscrições foi prorrogado em uma semana para atender as inúmeras solicitações de instituições que por conta das férias escolares estavam com seus quadros reduzidos com volta programada para inicio de agosto. A apresentação do Ranking 2008 será no Teatro do Centro de Convenções CADORO em São Paulo/SP, juntamente com a 1ª FIBoPS – Feira Internacional para o Intercambio das Boas Práticas Socioambientais nos dias 23 à 25 de setembro. O Ranking e os cases selecionados serão apresentados no Dia Benchmarking, Compartilhar para Crescer em 25/09.
AS MELHORES INSTITUIÇÕES E GESTORES INTEGRAM O RANKING BENCHMARKING
Já passou pelo crivo Benchmarking as mais importantes instituições brasileiras, os melhores gestores e a excelência do conhecimento socioambiental aplicado. Com uma metodologia inovadora e exclusiva o Programa construiu o maior Banco de Boas Praticas socioambientais do país. São 111 cases, modelos gerenciais de excelência de 91 instituições atuantes nos 03 setores da economia. Para isto, contou com participação de 50 especialistas em sua comissão técnica e apoio das mais reconhecidas e atuantes instituições representativas nacionais e internacionais.
Fonte: http://www.benchmarkingbrasil.com.br/

Um Oceano de Plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros. Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


Foto: Massa de lixo conhecida como Vortex
As consequências são enormes. Além da massa diminuir a luminosidade e consequentemente diminui a atividade de fotossíntese do plâncton e quantidade de alimentos no mar. Além disso, muitos animas marinhos confundem com alimentos.

Fotos: Aves que se alimentaram de plástico.
Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully
Como tentar resolver ??
Bom, além de expor um problema esse blog busca soluções práticas que podem contribuir para diminuir o problema.
1. Procurar opções que não são plásticos. Sim, isso mesmo. Existem produtos simiilares no mercado com materiais mais fácies de reciclar. O refrigerante por exemplo, você pode tomar uma latinha invez de uma pet. Quase 99% do alumínio é reciclado enquanto pets não chegam a 20%.
2. Abolir as sacolinhas plásticas. Essa é uma verdadeira praga !! Todos os dias elas se multiplicam e você nunca ficará sem nenhuma. Uma solução é usar caixas de papelão no supermercado (além de serem mais práticas para tirar e colocar no carro). Procurar sacolas retornáveis, porque a sacola de feira colorida e durável saiu de moda ?? Vamos voltar a usá-la.
3. Jogue lixo no lixo certo. Reciclável, retornável, orgânico, plástico, vidro, papel, etcs...é só ler e dar um bom destino ao seu lixo. Se existem locais dispostos a fazer essa coleta não vai ser você o preguiçoso de não jogar.
4. Reduzir o consumo. Trocar o celular só porque ele não tem bluetooth ? Porque o toque não é mp3 ? Todos os dias somos bombardeados por produtos novos e descartamos os antigos. Mas antes de comprar devemos pensar "Será que realmente preciso disso??". Além de ser uma lição de economia (vai sobrar uma grana legal para você fazer coisas incríveis) é uma lição de cidadania.
São 4 dicas básicas. Quem quiser pode contribuir com outras.